O QUE SE SABE SOBRE O GLÚTEN E A ENDOMETRIOSE.

 

Muitas pessoas tiram o glúten da alimentação sem nenhum motivo específico ou indicação de seu médico ou nutricionista. No caso da endometriose, muito se fala sobre excluir alimentos com glúten, ou pelo menos reduzir esse consumo. Ao decidir sobre isso e avaliar se realmente funciona na melhora das dores, precisamos nos pautar na prática clínica, mas também sobre os estudos científicos.

No caso da associação glúten e endometriose temos 2 estudos nos últimos anos, e os dois realmente mostram vantagens na retirada. Um foi publicado em 2012 na revista Minerva Chirurgica e mostrou redução dos quadros de dor no grupo sem glúten. Já o segundo é mais recente, publicado na Journal of minimally invasive gynecology em 2015, e concluiu que a terapia medicamentosa associada a uma dieta sem glúten tem melhores resultados que a terapia medicamentosa isolada.

O glúten é uma proteína presente no trigo, aveia, centeio, cevada e malte, e sua exclusão é preconizada após diagnostico médico de doença celíaca, alergia ao glúten ou quadro de sensibilidade. Nesses casos tem-se descrito melhora dos sintomas gastrointestinais como distenção abdominal, flatulência, inchaço e ritmo evacuatório, dentre outras.

É claro que tudo depende da paciente, dos sintomas, dos seus hábitos alimentares, ou seja, temos que olhar e decidir de forma individualizada, mas fica aqui uma possível estratégia, que pode funcionar bem na redução das cólicas próprias da endometriose.