Será que o aconselhamento nutricional tem impacto nas taxas de sucesso da reprodução assistida?
A alimentação mais saudável é uma tendência entre as pessoas, mas não por isso é efetivamente colocada em prática.

Muitas pessoas utilizam revistas e internet como fonte, seguem dietas da moda ou conselhos dos amigos. A questão “se vale a pena ou não buscar auxílio profissional” é bem abordada num estudo realizado na Holanda e publicado na renomada revista científica Human Reproduction (2012), com 199 casais que fizeram tratamento numa clínica de reprodução assistida.

A conclusão foi que mulheres que receberam aconselhamento nutricional e fizeram melhorias importantes em sua alimentação tiveram 65% mais chance de engravidar durante o tratamento de FIV / ISCI.

O interessante é que esse aumento da taxa de sucesso dos procedimentos estava vinculada não aos hábitos de base, questionados no início do estudo, mas sim a uma maior adesão a novas condutas alimentares sugeridas ao longo do processo, com porções diárias e semanais definidas de vegetais, frutas, carboidratos integrais, gorduras poli e monoinsaturadas, proteínas e peixes.

De acordo com os pesquisadores, esse efeito positivo está relacionado principalmente com a alimentação das mulheres, consequentemente com a provisão de nutrientes adequados ao embrião de transferência.

Em 2013, um trabalho brasileiro publicado na JBRA Assist. Reprod., também observou que o estado nutricional, principalmente das mulheres, é um fator de alto impacto sobre o sucesso do ciclo de fertilização: pacientes que receberam orientação nutricional apresentaram 2 vezes mais chance de engravidar.

Fica o recado: a alimentação, quando bem aconselhada, é um ótimo coadjuvante ao tratamento médico, e pode aumentar as chances de sucesso.